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Cuidados mentais: um alerta para a saúde dos brasileiros

Inegavelmente, os cuidados mentais já representavam uma preocupação no Brasil antes da pandemia. Contudo, a crise sanitária intensificou quadros de pacientes com depressão e ansiedade, bem como trouxe novos diagnósticos ocasionados pela perda de conhecidos, pelas incertezas do momento e pelo isolamento social.

Sem dúvida, a preocupação decorrente desse cenário tem implicado em pesquisas e testes mais profundos com o intuito de devolver a qualidade de vida aos pacientes.

Veja alguns levantamentos sobre o assunto a seguir!

Distanciamento do acompanhamento médico

Antes de mais nada, uma das principais dificuldades em saúde mental é o distanciamento entre pacientes e consultórios. Ou seja, o diagnóstico costuma ser tardio, sendo que várias pessoas não chegam a ter conhecimento das causas e das vias de tratamento.

Isso se deve ao tabu, persistente em nossa sociedade, que sinaliza o apoio psicológico como um ponto de fraqueza ou uma necessidade limitada a quem possui problemas neurológicos bastante graves.

De acordo com o levantamento “Panorama da Saúde Mental”, feito pelo Instituto Cactus, 62% dos brasileiros não recorrem aos serviços de apoio à saúde mental e apenas 5% realizam psicoterapia.

Vale frisar que esses dados são recentes, de 2023, e revelam que as campanhas, como o Setembro Amarelo, precisam ser substancialmente trabalhadas para derrubar mitos e incentivar os cuidados mentais.

Aumento no uso de fármacos

Ao mesmo tempo, a protelação em adotar cuidados mentais com o apoio de profissionais assim que surgem os primeiros sintomas de depressão e ansiedade leva à necessidade de tratamentos mais intensivos, como o uso de medicamentos para regulação dos neurotransmissores. 

Só para ilustrar, o Conselho Federal de Farmácia comunicou um aumento de 58% no consumo de antidepressivos e estabilizadores entre 2017 e 2021. No entanto, há uma base significativa de pacientes que fazem uso indiscriminado dessas substâncias, levando a outros problemas mais preocupantes. Um exemplo é a tendência crescente de desequilíbrio entre o uso e a resposta do organismo, causando dependência medicamentosa.

Jovens são os mais afetados

O estudo feito pelo Instituto Cactus constatou que a autoestima baixa e a ansiedade são mais recorrentes entre os brasileiros de 16 a 24 anos

Tal levantamento é uma forma de estabelecer triagem sobre perfis, comportamentos, hábitos e preocupações. Isso permite aos médicos uma busca mais refinada sobre métodos de cuidados mentais. Consequentemente, oferece oportunidade de prevenção não apenas dessas questões, como também do suicídio.

Conclusão

Além de ser evidenciada uma intensificação dos problemas de saúde mental no Brasil, fica o alerta para a necessidade de inovações na área. A gravidade das estatísticas implica em cada vez mais estudos. Estes devem ser aproveitados pela comunidade médica em prol de estratégias focadas nos cuidados mentais da população.

Por exemplo, é válida a investigação sobre métodos usados em outros países, considerando as especificidades identificadas nos pacientes brasileiros. 

Se você é da área de cuidados mentais, continue acompanhando o blog da Rastriall e fique por dentro de pesquisas relacionadas à saúde cerebral.


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