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Como melhorar o diagnóstico de doenças cerebrais?

O Mal de Alzheimer é um dos quadros que recebem mais investimentos para rastreamento. Veja novidades no diagnóstico de doenças cerebrais!

Encéfalo, medula espinhal e nervo

Entre os tipos de diagnóstico de doenças cerebrais, o encéfalo, a medula espinhal e o nervo são regiões submetidas a exames bastante tradicionais. Só para ilustrar, a eletroencefalografia (EEG) desempenha um papel fundamental na identificação de enfermidades, como transtornos convulsivos, transtornos do sono e distúrbios metabólicos ou estruturais do cérebro.

Aliás, quando as convulsões decorrentes de transtornos psiquiátricos são persistentes e de difícil detecção, é recomendado associar o EEG a outras técnicas: hiperventilação controlada; privação de sono; estimulação por luz estroboscópica; e extensão do exame para um período de 24 horas ou mais, em casos de extrema complexidade (EEG de vídeo).

Entretanto, o EEG apresenta uma série de desvantagens. Por exemplo, atividades anormais, como espículas epilépticas, podem passar despercebidas, serem tratadas como artefatos ou interpretadas de forma errada. O próprio computador pode identificar equivocadamente alguns traços que não possuem significado clínico-patológico.

Além disso, os resultados sofrem alterações, caso os pacientes estejam sob efeito de medicações. E, o EEG pode não reconhecer lentificações transitórias, do mesmo modo que tende a demandar bastante tempo de interpretação.

O Mal de Alzheimer

Com toda a certeza, entre as necessidades mais presentes no contexto do diagnóstico de doenças cerebrais, destaca-se a identificação precoce de marcadores do Mal de Alzheimer.

Apesar de ainda não haver cura para o quadro, é possível retardar seu avanço e proporcionar vários anos com memórias duradouras aos diagnosticados.

Para exemplificar, um estudo feito sobre a inteligência artificial (IA) iMediSync verificou que ao associá-la ao EEG, há uma melhora substancial da precisão  na identificação de padrões relacionados ao Mal de Alzheimer.

Neste estudo, procedeu-se à coleta de dados eletroencefalográficos (EEG) e de tomografias por emissão de pósitrons (PET). Através da aplicação de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, um algoritmo foi empregado para analisar os padrões de atividade elétrica cerebral capturados pelo EEG. 

Tal algoritmo, submetido a rigorosos testes envolvendo diferentes grupos de pacientes, demonstrou uma alta precisão na capacidade de prever a presença ou ausência das placas de proteína beta-amiloide dos examinados.

Portanto, os pacientes, pela primeira vez, têm a oportunidade de receber um acompanhamento eficaz precocemente, melhorando a qualidade de vida e as relações pessoais.

Testes com o ChatGPT

Certamente, boa parte dos centros médicos do mundo já teve contato com alguma contribuição do ChatGPT. Nesse sentido, vale mencionar que essa ferramenta também tem apresentado inovações no diagnóstico de doenças cerebrais.

Entre elas está a possibilidade de identificação de problemas na fala, que podem denunciar problemas cognitivos, como o Mal de Alzheimer.

Com publicação na revista PLOS Digital Health, uma pesquisa realizada na Drexel University, localizada na Filadélfia, treinou o ChatGPT para auxiliar nessa detecção. Para tal, os cientistas incorporaram amostras de falas de pacientes previamente diagnosticados com a doença ao conjunto de dados utilizados para o treinamento da IA

Essas amostras incluíram interações verbais que abrangiam um espectro de sintomas e características linguísticas associados à doença de Alzheimer. 

Através do processamento e da análise dessas amostras, a ferramenta foi capacitada para identificar sutis diferenças e anomalias nos padrões de comunicação.

A conversa com os pacientes

Mesmo diante de avanços importantes no diagnóstico de doenças cerebrais, é indispensável uma anamnese que englobe o uso de medicamentos, os hábitos, as doenças prévias, o histórico familiar, entre outros.

Aliás, até mesmo a rotina de trabalho e a convivência social são tópicos importantes durante a conversa inicial com os pacientes, independentemente do grau de confiabilidade que as tecnologias alcançam.

Acompanhe lançamentos para diagnóstico precoce de doenças cerebrais na seção de artigos da Rastriall.

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