Close em corpo de mulher com lingerie, representando o tema da viabilidade dos adipócitos

Viabilidade dos adipócitos na lipoaspiração: por que a técnica de coleta influencia os resultados clínicos? 

Por que a viabilidade dos adipócitos importa tanto na lipoenxertia? 

Segundo o estudo “Stem-Cell-Assisted Lipotransfer and Platelet-Rich Plasma in Breast Reconstruction: A Literature Review”, a sobrevivência do enxerto de gordura após a transferência pode variar. As taxas de retenção ficam entre aproximadamente 25% e 80%, dependendo de fatores como a qualidade do tecido coletado, o processamento e a técnica empregada. 

Essa diferença ajuda a explicar por que alguns enxertos apresentam maior estabilidade volumétrica ao longo do tempo. Inclusive, em um ensaio clínico randomizado citado pelos autores, enxertos enriquecidos com células mesenquimais derivadas do tecido adiposo apresentaram retenção de 80,2%. Já os enxertos convencionais alcançaram 45,1%. 

Ao mesmo tempo, na investigação “Clinical Applications of Mesenchymal Stem Cells in Soft Tissue Augmentation” os autores destacam que a viabilidade e os resultados dos enxertos autólogos dependem, em grande parte, da vitalidade do tecido adiposo transferido. Ou seja, de quão preservados estão os adipócitos maduros e as demais células presentes nesse tecido.  

Aliás, é a partir desse material que pode ser isolada a fração vascular estromal (SVF), rica em células-tronco mesenquimais, que também pode ser utilizada para aprimorar resultados em procedimentos de lipoenxertia, como em casos de reconstrução mamária. 

Isso sugere que a qualidade do tecido coletado tem papel central no potencial de sobrevivência do enxerto, reforçando a importância da técnica de coleta escolhida pelos cirurgiões.  

Tal diferença se traduz em resultados mais previsíveis, menor necessidade de reabordagens e maior satisfação e qualidade de vida dos pacientes. 

O impacto da tecnologia de coleta na preservação celular 

 A forma como a gordura é coletada influencia diretamente sua qualidade. De acordo com a pesquisa “Experiencia en el uso combinado de liposucción asistida por láser en lipoabdominoplastia”, a lipoaspiração convencional, por depender de disrupção mecânica do tecido, gera maior sangramento, trauma tecidual e resposta inflamatória. Tais fatores comprometem a viabilidade dos adipócitos e limitam o reaproveitamento do material como enxerto. 

Nesse mesmo estudo, os autores comparam diferentes comprimentos de onda e mostram resultados distintos. Enquanto o laser de 980-nm, com afinidade pela água, promove lipólise significativa e destrói boa parte dos adipócitos, o laser de 1210-nm, com afinidade seletiva pelo tecido adiposo, preservou 98% dos adipócitos, exigindo muito menos energia por volume de tecido tratado.  

Segundo os autores, esse mecanismo atua por desnaturalização do tecido conectivo, e não por destruição térmica direta da célula. O mesmo trabalho aponta ainda que a concentração de células-tronco no tecido coletado com essa tecnologia seletiva foi significativamente maior do que na lipoaspiração convencional. 

Coleta seletiva e enxertia: unindo lipoaspiração e volumização 

É exatamente essa preservação da viabilidade dos adipócitos que abre espaço para associar a lipoaspiração de contorno corporal à enxertia em outras áreas, como glúteos, mamas, face e demais regiões que se beneficiam de volumização.  

Isso acontece porque a lipoaspiração a laser convencional tende a destruir adipócitos e células mesenquimais pelo intenso efeito fototérmico, enquanto tecnologias baseadas em fotoestimulação seletiva não dependem de lipólise para desprender a gordura. Por isso, conseguem liberar adipócitos e células-tronco preservados. O resultado é a obtenção de um tecido adequado tanto para o contorno corporal quanto para uso como enxerto em outras regiões, com alto potencial regenerativo mantido. 

A técnica One STEP® como resposta a esse desafio 

Com o intuito de atender a essa demanda por maior viabilidade dos adipócitos, bem como para aumentar os níveis de segurança e a previsibilidade, a One STEP® foi desenvolvida. Utilizando a luz exclusiva LifeLight, com comprimento de onda de 1210-nm, a técnica consiste no desprendimento seletivo da gordura através de fotoestimulação. Isso preserva as células vitais e reduz sangramento, hematomas e trauma tecidual. O resultado é um material rico em células-tronco viáveis, ideal para uso estético-regenerativo em outras áreas do corpo. Tal material estimula a produção de colágeno e elastina por até 6 meses após o procedimento. 

Se você busca elevar a previsibilidade e a qualidade dos seus resultados em lipoaspiração e  

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