Close nas mãos de profissional da saúde, colocando luvas, representando as aderências pós-cirúrgicas

Produtos antiaderentes para prevenir aderências pós-cirúrgicas: quais são utilizados no Brasil? 

O que são aderências pós-cirúrgicas e por que ocorrem? 

Primeiramente, as aderências resultam de uma resposta inflamatória do peritônio a traumas cirúrgicos, formando bandas fibrosas que conectam órgãos e estruturas que normalmente não estariam em contato. Esse processo está presente em praticamente todas as especialidades, mas é especialmente relevante em cirurgia abdominal, cirurgia ginecológica e cirurgia colorretal. Afinal, em tais procedimentos a manipulação extensa de tecidos aumenta o risco de complicações associadas. 

Como funcionam os produtos antiaderentes? 

Revisões sistemáticas recentes mapearam dezenas de materiais utilizados como barreira antiaderente em estudos animais e humanos. Entre eles, estão biopolímeros naturais, como celulose oxidada regenerada, ácido hialurônico e quitosana, e materiais sintéticos, como polietilenoglicol e ácido polilático.  

Entre os achados, destacam-se as barreiras à base de carboximetilcelulose associada a ácido hialurônico, que apresentaram bons resultados na redução de aderências e segurança clínica. Elas foram amplamente estudadas em cirurgias abertas e laparoscópicas. 

Outra revisão, focada especificamente na aplicação laparoscópica dessas barreiras, avaliou mais de 60 mil pacientes e identificou redução de até 65% na incidência de obstrução intestinal em cirurgias colorretais quando a barreira foi utilizada, além de aplicação segura e rápida em procedimentos ginecológicos, com tempo médio inferior a três minutos. 

Prevenção de aderências: por que a escolha do biomaterial é importante? 

Um dos pontos centrais discutido na literatura é que nenhum biomaterial antiaderente é, isoladamente, capaz de eliminar completamente o risco de aderências. Por isso, características como biocompatibilidade, capacidade de aderir a superfícies com sangramento leve, facilidade de aplicação por via laparoscópica e perfil de segurança são critérios determinantes na escolha do produto ideal para cada procedimento, como indicado na pesquisa “Biomaterials to Prevent Post-Operative Adhesion”. 

Quais produtos antiaderentes são utilizados no Brasil? 

No mercado brasileiro, os produtos antiaderentes disponíveis costumam se dividir em algumas categorias principais de biomaterial:  

  • Barreiras à base de celulose 
  • Formulações com ácido hialurônico (isoladas ou combinadas)  
  • Soluções híbridas que associam polissacarídeos de diferentes origens 

A escolha entre essas categorias costuma considerar fatores como tipo de cirurgia, presença de sangramento no local, via de acesso (aberta ou laparoscópica) e necessidade de ação complementar, como hemostasia. 

É dentro desse panorama que se posiciona o Adhesion STP+. Produzido nacionalmente, ele se destaca por sua composição híbrida, combinando carboximetilcelulose (CMC), um componente já validado na pesquisa científica internacional como barreira eficaz, com um polissacarídeo vegetal natural. Essa combinação forma um filme polimérico que atua como barreira mecânica no local da aplicação, ao mesmo tempo em que promove hemostasia ativa em sangramentos brandos

O produto é totalmente biocompatível e bioabsorvível. Não contém componentes de origem animal e está disponível nas apresentações em pó (1g, 3g e 5g) e gel (3g). Sua indicação abrange múltiplas especialidades, incluindo cirurgia geral, oncológica, ortopédica, torácica e ginecológica.  

Aliás, neste último caso vale abordar um ponto de conexão importante, já que a prevenção de aderências também é uma preocupação central em procedimentos intrauterinos, como a ressecção de sinéquias. Isso porque, quando a aderência já está instalada, como no caso da sinéquia uterina, o desafio se desloca da prevenção para a remoção segura do tecido fibrótico. Nesse contexto, tecnologias como sistemas bipolares de histeroscopia cirúrgica permitem ressecção controlada e precisa, reduzindo o risco de novas aderências durante o próprio procedimento. 

Conclusão 

A escolha entre os diferentes produtos antiaderentes disponíveis deve considerar o tipo de cirurgia, o perfil do paciente e as evidências científicas de cada biomaterial. Com opções como o Adhesion STP+, o mercado brasileiro conta com uma excelente alternativa híbrida que une barreira mecânica e ação hemostática. Isso reforça a prevenção de aderências pós-cirúrgicas como parte indispensável dos cuidados perioperatórios. 

Inclusive, desde seu lançamento, mais de 50 mil procedimentos cirúrgicos no Brasil já utilizaram o Adhesion STP+, reforçando a confiabilidade da solução. 

Leia também nosso artigo sobre aderência pélvica derivada da endometriose e saiba mais sobre a atuação do Adhesion STP+

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