O cenário clínico que os dados confirmam
Uma pesquisa recente do Instituto Ipsos, encomendada pela Bayer, reforça que o diagnóstico tardio da endometriose continua sendo um dos principais gargalos no manejo da doença. O intervalo médio entre o início dos sintomas e a confirmação diagnóstica ainda varia entre 3 e 7 anos. Esse tempo é suficiente para que lesões iniciais evoluam para formas profundas e multifocais.
No Brasil, a condição atinge entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva, segundo o Ministério da Saúde. O crescimento de 76,2% nos atendimentos relacionados à doença no SUS, registrado em apenas três anos, sinaliza maior identificação dos casos. Além disso, expõe a complexidade crescente das apresentações clínicas que chegam aos cirurgiões.
O que muda no planejamento cirúrgico quando a doença chega em estágio avançado?
Quando a endometriose não é identificada precocemente, o quadro tende a progredir para formas profundas, comprometendo estruturas como ovários, intestino, bexiga e ureteres. Tal cenário cria um ambiente pélvico marcado por intensa fibrose e formação de aderências. Como consequência, há um aumento direto da dificuldade técnica do procedimento e do risco de complicações intraoperatórias.
Lesões de nervos, alças intestinais e vias urinárias estão entre as complicações mais críticas em cirurgias de endometriose, havendo maior incidência nos casos avançados. Conforme a extensão da doença, a abordagem multidisciplinar (com coloproctologistas e urologistas) torna-se indispensável.
A escolha entre nodulectomia, grampeamento discóide endoanal ou ressecção segmentar intestinal deve considerar não apenas a extensão da lesão, mas o perfil clínico e os objetivos reprodutivos da paciente. Por exemplo, em mulheres com desejo de gestação futura, a preservação da reserva ovariana é variável determinante na decisão cirúrgica.
Imagem, experiência e trabalho em equipe
Exames de imagem de alta resolução, como a ultrassonografia com mapeamento pélvico e a ressonância magnética, são indispensáveis para mapear a extensão das lesões antes da intervenção. Ademais, o planejamento cirúrgico adequado é o principal fator de redução de riscos em casos avançados, e sua condução exige equipe com experiência específica no manejo da endometriose profunda.
A videolaparoscopia permanece a via preferencial pela menor taxa de complicações e recuperação mais ágil. Porém, sua execução em casos complexos exige domínio técnico que vai muito além do procedimento ginecológico tradicional.
Aderências pós-operatórias
Em cirurgias para endometriose profunda, a prevenção de aderências pós-operatórias é parte central do planejamento. Aderências recorrentes comprometem reabordagens cirúrgicas futuras, impactam negativamente a fertilidade e reduzem a qualidade de vida da paciente.
Só para ilustrar, o Adhesion STP+ foi desenvolvido para atuar diretamente nesse contexto. Com composição híbrida de carboximetilcelulose (CMC) e polissacarídeo vegetal natural, forma uma barreira mecânica no sítio cirúrgico, inibindo a formação de aderências e fibroses. Como efeito adicional, promove hemostasia ativa em sangramentos brandos. Biocompatível, bioabsorvível, sem derivados animais e com apresentações em pó (1g, 3g e 5g) ou gel (3g), o produto mantém o plano de dissecção cirúrgica para eventuais reabordagens, um diferencial significativo em pacientes com doença recorrente.
Conclusão
O diagnóstico tardio da endometriose é um fator que redefine toda a cadeia de decisão cirúrgica. Quanto mais avançada a doença no momento da intervenção, maior a exigência sobre planejamento, expertise da equipe e recursos intraoperatórios disponíveis. Incorporar soluções antiaderentes ao protocolo cirúrgico, como o Adhesion STP+, é uma estratégia altamente eficaz para reduzir complicações e ampliar desfechos positivos até mesmo nos casos mais desafiadores.
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