A recente aprovação do Kisunla (donanemab) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) representa um avanço significativo no tratamento da doença de Alzheimer no Brasil. O novo medicamento promete retardar a progressão da doença e traz esperança para milhares de pacientes e suas famílias que convivem com essa condição neurodegenerativa.
Saiba mais!
Como funciona o Kisunla?
Primeiramente, o Kisunla (donanemab) é um anticorpo monoclonal desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly especificamente para o tratamento de comprometimento cognitivo leve ou demência leve associados à doença de Alzheimer. Atua diretamente na causa fundamental do problema: o acúmulo de proteína beta-amiloide no cérebro.
Nesse sentido, o donanemab se liga a esses aglomerados e ajuda a reduzi-los, desacelerando assim a progressão da doença.Vale mencionar que a aprovação do Kisunla no Brasil segue os passos da Food and Drug Administration (FDA), que autorizou o uso do medicamento nos Estados Unidos em julho de 2024. Segundo dados da fabricante, o tratamento conseguiu reduzir as placas amiloides em: 61% após 6 meses de tratamento; 80% aos 12 meses; e 84% aos 18 meses.
Mudanças importantes no cenário brasileiro
Em 2024, o Brasil instituiu a Política Nacional de Cuidado Integral às Pessoas com Doença de Alzheimer e Outras Demências (Lei 14.878/2024). Ela visa integrar serviços de saúde, assistência social e educação, promovendo uma abordagem interdisciplinar no cuidado aos pacientes.
Outras pesquisas também estão explorando métodos promissores, uma delas são as ferramentas de inteligência artificial que estão sendo desenvolvidas ou homologadas para prever a progressão da doença, auxiliando médicos na tomada de decisões e personalização do tratamento.
O papel das universidades
Na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), pesquisadores estão explorando o potencial de plantas da família Amaryllidaceae para a produção de galantamina, um composto utilizado no tratamento paliativo da doença de Alzheimer. O objetivo é identificar espécies com maior concentração do alcalóide, buscando uma produção mais eficiente e sustentável do medicamento.
Já a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lidera estudos que combinam inteligência artificial e biociência para desenvolver novos tratamentos. Pesquisas recentes investigam o uso de canabidiol e moléculas derivadas de peixes, como a merluza, na regeneração de conexões neurais afetadas pela doença.Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), cientistas estão desenvolvendo biossensores de baixo custo capazes de detectar microRNAs associados à doença de Alzheimer em amostras de sangue.
Diagnóstico precoce
Considerando que o Kisunla e outras inovações são indicados para estágios iniciais da doença de Alzheimer, o diagnóstico precoce torna-se ainda mais crucial. Dessa maneira, a iMediSync Brasil ganha destaque ao oferecer uma solução exclusiva para medição e análise de ondas cerebrais através de inteligência artificial. Seu sistema consiste em um capacete com 19 eletrodos secos que coleta informações cerebrais em apenas 10 minutos, enviando os dados para análise em nuvem.
Aliás, o software disponibiliza gráficos do funcionamento dinâmico das zonas cerebrais, permitindo uma análise detalhada e precisa. Além disso, conta com:
- Medição simultânea de EEG e variabilidade da frequência cardíaca;
- Base de dados com critérios específicos por faixa etária e sexo;
- Classificação de comprometimento leve usando aprendizado de máquina para detecção de pré-demência.
Diante do cenário atual, a detecção precoce torna-se um componente imprescindível para possibilitar intervenções nos estágios iniciais, quando os tratamentos demonstram maior eficácia.
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