Mulher com blusa levantada posiciona as mãos sobre a barriga, representando a ocorrência de aderência pélvica derivada de endometriose

Quando intervir na aderência pélvica derivada de endometriose? 

Fisiopatologia da formação de aderência pélvica na endometriose 

Primeiramente, a aderência pélvica resulta de um processo inflamatório crônico característico da endometriose. Quando o tecido endometrial ectópico se implanta em estruturas peritoneais, ovarianas ou infiltra profundamente órgãos pélvicos, desencadeia uma resposta imunológica local. Macrófagos e outras células de defesa são recrutadas, estimulando a síntese excessiva de colágeno como parte do mecanismo de reparação tecidual. 

Tal cicatrização forma bandas fibrosas que podem conectar estruturas anatomicamente independentes, alterando a mobilidade e função dos órgãos pélvicos. Nesse sentido, a gravidade das aderências está diretamente relacionada com o estadiamento da doença, sendo expressiva na endometriose infiltrativa profunda. 

Impacto clínico e reprodutivo 

As manifestações clínicas variam conforme a localização e extensão das aderências. Dor pélvica crônicadispareunia profunda alterações do trânsito intestinal são sintomas frequentes que comprometem significativamente a qualidade de vida. 

Do ponto de vista reprodutivo, a aderência pélvica pode causar distorção anatômica tubária, prejudicando a captação ovocitária e o transporte gamético. A mobilidade tubária reduzida compromete a aproximação adequada entre fímbrias e ovário, interferindo em etapas cruciais da concepção natural. Além disso, o risco de gestação ectópica aumenta quando há obstrução parcial das tubas, situação que demanda acompanhamento rigoroso. 

Indicações para intervenção cirúrgica 

A abordagem terapêutica inicial costuma envolver supressão hormonal com progestagênios, análogos de GnRH ou contraceptivos combinados. Contudo, a intervenção cirúrgica torna-se necessária quando: 

  • O tratamento clínico não proporciona controle adequado dos sintomas após um período razoável; 
  • Há evidência de comprometimento funcional de órgãos;  
  • A infertilidade persiste apesar de manejo conservador em pacientes com desejo reprodutivo; 
  • Existe suspeita de transformação maligna ou complicações agudas. 

Certamente, a videolaparoscopia é uma indicação padrão para ressecção de focos endometrióticos e lise de aderências, permitindo visualização ampliada e menor morbidade cirúrgica. 

Prevenção de recidiva: o papel das barreiras antiaderentes 

Um aspecto crítico frequentemente subestimado é a prevenção de novas aderências pós-operatórias. Mesmo após uma cirurgia meticulosa, o processo inflamatório inerente ao trauma cirúrgico pode gerar novos tecidos fibróticos, comprometendo os resultados a longo prazo. 

Dessa maneira, a utilização de barreiras físicas durante o procedimento é altamente recomendada. Produtos como o Adhesion STP+, com composição híbrida de carboximetilcelulose e polissacarídeo vegetal bioabsorvível, criam filme polimérico que separa superfícies durante o período crítico de cicatrização. 

Essa abordagem preventiva é substancial em ressecções extensas de endometriose profunda, em que o risco de formação de aderência pélvica pós-operatória é elevado. Ao manter o plano de dissecção preservado e minimizar fibrose, facilita-se eventual reabordagem cirúrgica futura, quando necessária. 

Conclusão 

A decisão de intervir cirurgicamente em aderência pélvica derivada de endometriose deve considerar diversos fatores:  

  • Intensidade dos sintomas; 
  • Resposta ao tratamento conservador; 
  • Idade da paciente; 
  • Desejo reprodutivo; 
  • Comprometimento funcional dos órgãos.  

Quando indicada, a cirurgia videolaparoscópica associada a estratégias de prevenção de novas aderências otimiza os resultados e preserva a qualidade de vida. 

É ginecologista? Conheça o Adhesion STP+ e agregue à sua prática cirúrgica uma solução inovadora que previne aderências pós-operatórias, mantém o plano anatômico para futuras intervenções e proporciona hemostasia auxiliar.  

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