Mulher segurando um protótipo de útero e ovário, representando a sinéquia uterina

Sinéquia uterina: quando intervir e como otimizar a remoção? 

Critérios para indicação cirúrgica  

A sinéquia uterina, também conhecida como aderência intra-uterina, ao apresentar sintomas ou comprometer a fertilidade, exige uma intervenção mais profunda com o intuito de restaurar a arquitetura endometrial e funcionalidade do útero

Nesse sentido, pacientes assintomáticas com aderências de achado incidental podem ser acompanhadas de forma conservadora, enquanto situações específicas justificam a intervenção imediata. 

As principais indicações incluem: 

  • Amenorreia ou hipomenorreia com impacto na qualidade de vida; 
  • Infertilidade documentada após exclusão de outras causas; 
  • Abortamentos recorrentes com comprometimento endometrial; 
  • Algia pélvica cíclica refratária ao manejo clínico. 

A extensão do acometimento cavitário também influencia na decisão terapêutica, sendo as aderências intra-uterinas extensas frequentemente associadas a maior morbidade. 

Estratificação de complexidade da sinéquia uterina 

A classificação precisa das aderências orienta a escolha do tratamento e define a estratégia operatória. Sinéquias de composição mucosa, caracterizadas por fragilidade e aspecto similar ao endométrio adjacente, geralmente respondem bem à histeroscopia cirúrgica convencional. Já as fibrosas, pálidas e resistentes, demandam energia controlada e instrumental específico. 

Vale sublinhar que aderências que envolvem regiões críticas como óstios tubários ou canal endocervical requerem dissecção meticulosa para preservação da anatomia funcional. A densidade e vascularização do tecido fibrótico também modulam a abordagem cirúrgica. 

Tecnologia bipolar na ressecção de aderências intra-uterinas

A evolução dos sistemas de energia trouxe ganhos significativos em segurança e eficácia na abordagem histeroscópica da sinéquia uterina. Por exemplo, a tecnologia bipolar sem retorno de corrente pela bainha minimiza dispersão energética não intencional, reduzindo o risco de lesão térmica.  

Eletrodos bipolares de diferentes calibres (15Fr, 22Fr e 26Fr) permitem adaptação às características específicas de cada caso. Nesse sentido, sinéquias delicadas podem ser abordadas com eletrodos finos que oferecem maior precisão, enquanto aderências densas e espessas beneficiam-se de instrumentais de maior calibre que proporcionam eficiência na ressecção volumétrica

Visualização e controle do campo operatório 

A qualidade da imagem durante a histeroscopia de sinéquia uterina impacta diretamente nos resultados. Ópticas com tecnologia de visão panorâmica ampliam o campo visual, facilitando a identificação de planos de clivagem e estruturas anatômicas adjacentes às aderências

A irrigação contínua controlada mantém a distensão cavitária adequada e promove a remoção de sangue e fragmentos teciduais que prejudicam a visualização. Sistemas com monitoramento de pressão previnem distensão excessiva que pode aumentar absorção de meio líquido e riscos associados. 

Ademais, a capacidade de ajustar fluxo e pressão em tempo real conforme as necessidades de cada momento cirúrgico é um benefício importante, especialmente em casos complexos em que a dissecção deve ser gradual e cuidadosa. 

linha ginecológica da STORZ oferece tecnologia de qualidade para ressecção de sinéquias uterinas. Sistemas bipolares sem retorno de corrente, eletrodos de alta frequência em múltiplos calibres e óptica HOPKINS de visão panorâmica aumentam a segurança para enfrentar desde casos rotineiros até situações de alta complexidade, permitindo que os médicos ofereçam tratamento otimizado às pacientes. 

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