Médico embaçado de vista frontal usando estetoscópio, e ao fundo um porta-retrato com ilustração do sistema reprodutor, bem como um protótipo do útero, representando sistemas de histeroscopia cirúrgica

Quais sistemas de histeroscopia cirúrgica são usados em ginecologia minimamente invasiva no Brasil? 

O avanço dos sistemas de histeroscopia cirúrgica 

Por décadas, os sistemas de histeroscopia cirúrgica estiveram estritamente relacionados aos resectoscópios monopolares, que exigem meios de distensão hipotônicos, como glicina, para evitar dispersão de corrente. O problema é que a absorção excessiva desses fluidos está associada a hiponatremia e complicações neurológicas graves. 

A transição para os sistemas bipolares mudou bastante esse cenário. Só para ilustrar, um estudo randomizado comparando ressectoscopia monopolar e bipolar em mulheres inférteis com miomas submucosos mostrou que 30% das pacientes no grupo monopolar desenvolveram hiponatremia no pós-operatório, contra nenhum caso no grupo bipolar. Como o sistema bipolar permite o uso de solução salina isotônica, o risco de distúrbios eletrolíticos cai significativamente, sem comprometer a eficácia cirúrgica ou a fertilidade. 

Outro estudo reforça que, entre pacientes com miomas maiores e mais complexos (tipo G2), o grupo bipolar apresentou remoção completa em etapa única, enquanto o grupo monopolar precisou interromper o procedimento em 12% dos casos devido a distúrbios eletrolíticos.  

Essas contribuições científicas sustentam que os sistemas de histeroscopia cirúrgica bipolares são cada vez mais recomendados como primeira escolha em centros de referência no Brasil e no mundo. 

Minirressectoscópios oferecem menor calibre  

Outra tendência que ganha cada vez mais espaço entre bons sistemas de histeroscopia cirúrgica é a miniaturização dos instrumentais. Ressectoscópios de calibre reduzido, como os de 15 Fr, permitem tratar pólipos e miomas menores com menor necessidade de dilatação cervical, menor desconforto e recuperação mais rápida.  

Uma pesquisa utilizando minirressectoscópio de 16 Fr demonstrou que todos os procedimentos foram concluídos em até 15 minutos. Ademais, muitos dispensaram anestesia geral, não apresentaram complicações e tiveram excelente tolerância pelas pacientes. 

Controle integrado de energia e distensão uterina 

Independentemente do calibre do instrumental, a segurança da histeroscopia cirúrgica depende do controle simultâneo de dois fatores. Primeiramente, a energia aplicada ao tecido. Em seguida, a pressão de distensão da cavidade uterina.  

As diretrizes da AAGL (American Association of Gynecologic Laparoscopists) recomendam manter a pressão intrauterina no menor nível necessário, preferencialmente abaixo da pressão arterial média. Além disso, orientam o monitoramento contínuo e automatizado do balanço hídrico. 

Nesse sentido, um estudo com 157 pacientes tratadas com resectoscópio bipolar de 26 Fr observou que o efeito plasma da corrente bipolar proporciona corte e coagulação superiores, com menor sangramento, melhor visibilidade e nenhuma complicação relacionada à sobrecarga de fluidos. 

Conclusão 

As pesquisas científicas apontam para o desenvolvimento contínuo dos sistemas de histeroscopia cirúrgica. Os mais atualizados e menos invasivos priorizam plataformas integradas, que combinam energia bipolar, gerenciamento inteligente de irrigação e instrumentais de menor calibre. Afinal, são características que diminuem os riscos e ampliam as indicações de tratamento em consultório e centro cirúrgico. 

No Brasil, a linha ginecológica da KARL STORZ é um exemplo de plataforma que reúne gerador bipolar, bomba de irrigação com controle contínuo de pressão e ressectoscópios de diferentes calibres (15 Fr, 22 Fr e 26 Fr), permitindo adequar o instrumental ao tipo de lesão e ao grau de invasividade desejado. Ademais, cobre desde procedimentos ambulatoriais até ressecções mais complexas. 

Deseja saber mais sobre esse sistema de histeroscopia cirúrgica? Leia o nosso artigo “Saúde da mulher: conheça a linha ginecológica da STORZ”. 

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