Close na mão de um homem de terno, explicando algo em videoconferência, representando o webinar sobre EEG

Webinar reúne especialistas para discutir EEG na decisão clínica

Em março, promovemos um encontro internacional que reuniu profissionais da saúde para discutir o uso do EEG como ferramenta estratégica na tomada de decisão. O webinar “Ondas cerebrais: EEG aplicado no foco, humor e aprendizado” abordou a interpretação do EEG além do laudo tradicional, conectando dados neurofisiológicos a desfechos clínicos. 

Conduzido pelo neurocirurgião e médico parceiro da Rastriall, Dr. Bruno Pessoa, o evento contou com a participação do especialista Bryan Lynn Butler, especialista certificado pelo BCIA em Neurofeedback e fundador da Foster the Mind (EUA), promovendo uma troca rica entre diferentes perspectivas da neurociência clínica. 

Confira! 

O que o EEG revela além do laudo? 

Grande parte da discussão girou em torno de uma pergunta provocadora: você consegue interpretar o que o EEG do seu paciente está dizendo além do laudo? 

Butler demonstrou como as bandas de frequência (delta, teta, alfa, beta e gama) se relacionam diretamente com estados cognitivos, emocionais e comportamentais. Um padrão de alfa elevado com os olhos fechados, por exemplo, pode ser um marcador de hipervigilância em pacientes com histórico de trauma. Já ondas transitórias e picos sutis, frequentemente ignorados em laudos convencionais, podem ser precursores de crises epilépticas (e treináveis por meio de neuromodulação). 

O especialista também abordou o papel funcional dos sítios do Sistema Internacional 10/20, mostrando como eletrodos como C3 e C4 se relacionam ao córtex motor. Ademais, eles podem estar associados a padrões de TDAH e autismo.  

Durante o webinar, foi apresentado o caso de uma paciente de 11 anos com autismo de alto funcionamento, síndrome de Tourette e ansiedade social severa. Após aproximadamente um ano de treinamento cerebral, ela apresentou uma redução de 90% dos tiques

Outro ponto central foi o uso do EEG quantitativo (qEEG), que permite comparar o funcionamento cerebral do paciente com bancos de dados normativos e clínicos. Essa abordagem amplia a precisão da avaliação e contribui para um tratamento baseado em EEG, mais personalizado e eficaz. 

EEG, farmacologia e neuromodulação 

Um dos pontos mais relevantes do encontro foi a intersecção entre o tratamento baseado em EEG e a farmacologia. Butler explicou que determinados psicotrópicos aumentam ou reduzem bandas específicas de frequência. Sem considerar isso, o treinamento cerebral pode trabalhar contra o efeito da medicação. 

Tal visão integrada, que combina análise de EEG, histórico clínico, banco de dados normativos e clínicos, apresenta um avanço significativo na forma como profissionais podem abordar condições como depressãoansiedadeTDAHburnout e transtornos do espectro autista

iMediSync: análise automatizada de EEG  

Conforme o que foi debatido no webinar, estamos nos preparando para lançar no Brasil a iMediSync. A tecnologia, desenvolvida na Coreia do Sul, reúne inteligência artificial e análise automatizada de EEG em um único dispositivo. Com um capacete de 19 eletrodos secos, o sistema realiza a coleta em até 10 minutos, e os relatórios ficam acessíveis em qualquer dispositivo. 

A solução auxilia no diagnóstico precoce de condições como Alzheimer, Parkinson, Autismo, depressão e TDAH. Além disso, é o primeiro dispositivo do mundo a integrar EEG com terapia de fotobiomodulação por LED infravermelho próximo.  

Se você atua com neurociência clínica, neuromodulação ou saúde mental, acesse nosso canal no YouTube e assista ao webinar “Ondas cerebrais: EEG aplicado no foco, humor e aprendizado” na íntegra! 

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